Hoje cheguei a casa após 8 dias de pura loucura e parvoíce em Portugal. Já estava com imensas saudades da minha família, dos meus amigos, da gastronomia e dos locais que me são familiares.
1º dia:
Fui de avião de East Midlands para Faro. Saí de um céu carregado de núvens para encontrar um tempo fantástico! Em espaço de minutos a roupa colava-se ao corpo, mas eu nem me importei.
Após chegar à estação de comboios de Faro (e comprar o bilhete para Lisboa), fui tentar encontrar a livraria mais próxima para comprar um livro escrito por um amigo meu (o prometido é devido).
Chegada a hora da partida do comboio para Lisboa, eu parecia uma parvinha a olhar pela janela da carruagem. Olhava com uma felicidade estúpida para a paisagem portugesa. Só descolei da janela quando cheguei à estação Gare do Oriente, em Lisboa. Lá me aguardavam o meu pai e um grande amigo meu. Adorei reve-lo...pena que foi por pouco tempo (para ser sincera sabe sempre a pouco...). Saí da Gare do Oriente na companhia do meu pai e fomos ter com o autor do livro que comprei em Faro. Foi também maravilhoso rever não só esse meu amigo com a sua esposa. Adorei!
A noite já ía longa e o meu pai também já estava bastante cansado e foi em casa dele que "descansamos os ossos".
2º dia:
O dia começa cedo pois o meu pai tinha que ir trabalhar. Fui com ele até ao Hospital e, como sempre, o meu pai fez das dele: estacionou o carro num descampado de terra batida cheio de buracos (isto para nao pagar parque de estacionamento). Após algumas manobras, o carro em poucos segundos passou de bordô a laranja e nem quero imaginar o estado da suspensão do carro.
Enfim...estive um pouco com o meu pai no Hospital onde senhoras de já alguma idade entravam e saíam da sala do meu pai para fazer o penso.
Chegada a hora de almoço, fui almoçar umas belas sardinhas em Santos com um amigo meu.
Depois do almoço fui ter com a minha avó. Ela "matava-me" se não a fosse visitar. Tomamos um café e um sumo numa esplanada. Colocamos alguma conversa em dia até o meu pai aparecer.
Despedi-me da minha avó e entrei no carro do meu pai rumo ao Porto. Quando paramos na estação de Aveiro, eu pedi ao meu pai se podia guiar (já estava com taaantas saudades). O meu pai passou-me as chaves para a mão e...pé no acelarador! Apesar de nunca ter passado dos 140 km/h o meu pai estava sempre a "chingar" o juízo: "Nao vás tao depressa" "Olha o carro da frente" " Cuidado nas ultrapassagens"...chiça! Irra! Que o homem é chato!
Quando chegamos ao Porto, apanhamos a minha irmã para irmos jantar. E que belo jantar! Duas garrafinhas de vinho verde bem frescas e a barriguinha bem cheia e fiquei arrumada.
3º dia:
Fui às 10h com a minha irmã para o snack-bar/restaurante onde ela trabalha, que fica nem mais nem menos perto da praia. Fantástico! Praia-ir buscar uma cerveja-praia foi o meu jogging do dia até o sol se pôr no horizonte. À noite fui com a minha jantar num japonês que a minha irmã garantia que tinha alí comido o melhor sushi da vida dela. Avaliação: não só o sushi era absolutamente maravilhoso que também fiquei arrumada em dois pratos (eu tenho o habito de devorar 6).
4º dia:
Fui ter com a minha mãe e o meu padastro a Santo Tirso, onde me esperam: camarões, carne de porco e vinho! Que belo manjar! E depois de tanta comida, nada melhor que repousar a tomar banhos de sol. Eu e o meu padastro pareciamos dois lagartos...
Já quase ao final da tarde regressei com a minha mãe para Rio Tinto, pois ela queria ir votar. Infelizmente eu não tive oportunidade de cumprir com a minha tarefa de eleitora, pois não estou registada naquela freguesia.
À noite eu a minha mãe não descolamos da televisão até vermos os resultados. Após celebramos o facto do PS não ter tido maioria absoluta, a minha mãe "caíu" para o lado no sofá e eu caí na cama.
5º dia:
(É uma boa questão, porque não me lembro...)
6º dia:
A minha irmã estava de folga e por isso mesmo ela foi comprar 24 Super Bock. Eu, pela minha parte, comprei 2 garrafas de vinho verde. Da parte da tarde a minha irmã foi ter com o namorado, enquanto eu fiquei em casa a beber o vinho com a gata (a minha irmã adoptou uma gata recentemente que adora brincar pela casa toda). Como a gata é esquesita e não gosta de vinho (eu fui simpatica em oferecer, ela é que não quiz), eu bebi por ela. Se o objectivo era beber até esquecer o meu próprio nome? Sim. Missão cumprida? Sim. Adormeci no sofá com uma expressão bem estupida estampada na cara? Sem dúvida!
Quando a minha irmã chegou a casa, já parte dos efeitos tinham passado e fomos as duas para a ribeira do Porto beber mais uns copos. Um dia a acabar em beleza.
7º dia:
Fui outravez com a minha irmã para o snack-bar/restaurante onde ela trabalha, mas desta vez o sol estava coberto por nuvens. MUITO CHUNGA!! Ainda por lá fiquei umas horitas e depois fui ter com a minha mãe. Cerveja e presunto foi o menu do jantar e soube tããão bem!
8º dia:
A minha mãe foi quem me levou ao aeroporto. Mais uma vez tive que me despedir da minha irmã, com um beijo a testa, enquanto ela dormia. É a pior parte, mas é melhor assim. Assim ela não nunca vê a dor com que eu me despeço dela. Dela e não só...de todos a quem eu quero bem, que me querem bem, que me são alguma coisa, que fazem parte de mim e eu não quero largar.
Os minutos passavam a correr e sabia que tinha que voltar, mas não queria. Nunca quero. Despedi-me da minha mãe também com algum sacrificio, sem saber quando a voltarei a ver.